Um grupo de cidadãos apresentou uma Iniciativa Legislativa Popular, liderada por Paulo Caetano Ferreira, para que a Assembleia Legislativa dos Açores institua o Dia Regional da Gastronomia Açoriana, a celebrar no terceiro domingo do Espírito Santo, associando-o aos 600 anos do descobrimento do arquipélago.
A proposta defende o reconhecimento da gastronomia regional como património cultural, envolvendo Governo Regional, autarquias, escolas, entidades religiosas, associações culturais e confrarias gastronómicas em todas as ilhas. Para os promotores, a culinária açoriana é expressão de identidade, memória coletiva e ligação à terra e ao mar, exemplificada em pratos como a alcatra da Terceira, o cozido das Furnas, queijos (São Jorge), vinhos (Pico, Graciosa, Biscoitos) e doçaria variada (queijadas, Donas Amélia, malassadas, bolo lêvedo).
Destacam também o papel das festas tradicionais (Espírito Santo, Senhor Santo Cristo, Festas da Praia) na preservação destes saberes e sublinham o potencial económico da iniciativa: dinamização do turismo, agricultura, pescas, restauração e criação de emprego através de festivais, roteiros e parcerias com chefs e escolas de hotelaria.
A gastronomia é ainda apresentada como património imaterial a salvaguardar, numa lógica de “federação de identidades” entre as nove ilhas — cada uma com tradições próprias, mas unidas por um património comum. Os subscritores pedem que o novo dia seja integrado nas políticas de valorização cultural, económica e turística da Região.
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