Gastão Reis: “Açores têm produtos de altíssima qualidade”

Gastão Reis, concorrente terceirense do MasterChef Portugal 2019, apresenta, na Praia da Vitória, um menu de degustação de seis pratos com Ruben Silva (vencedor) e Mauro Airosa (finalista).

Vai apresentar, em conjunto com outros dois finalistas do MasterChef Portugal 2019, em janeiro, na Praia da Vitória, um menu de degustação com produtos açorianos. Quais serão as propostas gastronómicas que vão ser apresentadas nesse evento?
Recebi um convite por parte do Sr. José Almerindo, proprietário do restaurante “O Pescador”, localizado na Praia da Vitória, para fazer um evento com alguns colegas do Masterchef Portugal 2019.
Decidi convidar o Mauro Airosa, que ficou no top 5 do programa e com quem já tenho feito vários eventos em Lisboa e o Ruben Silva que foi o grande vencedor da última edição do Masterchef.
Em conjunto, elaborámos um menu de degustação composto por seis pratos, duas entradas, três pratos principais e uma sobremesa.
Sendo eu um açoriano de gema, não podia deixar de dar destaque aos produtos regionais. Vão fazer parte do nosso menu entre os quais estão incluídos mariscos, carnes, peixes, inhames, azeitonas do Porto Martins, açaflor, perregil, espinafres do calhau, entre outros. Será sem dúvida uma experiência gastronómica que irá ficar na memória dos presentes.
Conseguimos esgotar os lugares que tínhamos previsto, em menos de 24 horas, e até houve necessidade de abrir uma nova data, ou seja, vamos fazer um evento no dia 9 e outro no dia 10 de Janeiro.
Também é importante referir que os pratos que vão compor o nosso menu vão estar disponíveis no restaurante, durante um período de 15 dias, e, assim, quem não conseguiu reserva para os jantares poderá experimentar as nossas receitas.

É já um lugar-comum afirmar que os Açores têm produtos de excelência na terra e no mar. No entanto, há quem defenda que ainda não se sabe bem o que fazer com eles ou encontrar caminhos para valoriza-los. Concorda com esta perspetiva?
Os Açores têm, sem dúvida, uma gama de produtos de altíssima qualidade, desde as profundezas do mar, até ao cimo dos montes encontramos tudo o que é necessário para criar uma gastronomia rica, variada e com identidade. Peixe, marisco, algas, carnes, lacticínios, frutas, verduras, vinhos… o que podemos pedir mais?
O que é preciso é inovar, procurar novos métodos de confeção, conjugar sabores improváveis, mas sempre respeitando as características dos ingredientes e mantendo os seus sabores naturais.
Há muitos produtos dos Açores que são exportados um pouco para todo o mundo e alguns deles para mercados onde há muito poder económico. Isso comprova a qualidade do que por cá se produz.

Foi um dos finalistas do MasterChef Portugal 2019. De que forma é que a participação no concurso tem contribuído para o seu percurso na área da gastronomia nos últimos tempos?
O Masterchef mudou a minha vida. Sempre tive um enorme gosto por este meio mas nunca tinha trabalhado, de forma profissional, na área. A visibilidade que tive durante a minha participação no programa fez com que muitas portas se abrissem e atualmente faço vários eventos gastronómicos, demonstrações, serviços de chef ao domicílio e continuo com o meu blog no Instagram Do.itGastro, onde partilho receitas e vídeos que eu próprio gravo e produzo.
Continuo ligado à produção audiovisual, mas agora no âmbito da cozinha, estou a colaborar com uma ex-colega do Masterchef, a Bárbara Taborda, num projeto próprio que está a desenvolver relacionado com cozinha saudável e slow aging e tenho também mais uns projetos em marcha que em breve irei dar a conhecer.

Reside há algum tempo em Lisboa. Como vê o atual estado da gastronomia açoriana e quais são na sua opinião os caminhos a seguir?
Vejo que começam a aparecer pessoas com ideias novas, com novos conceitos e é isso que faz com que não se fique parado no tempo. Às vezes é preciso alguém dar o salto para os outros seguirem novos rumos e abrirem os olhos para novos horizontes. O caminho a seguir é respeitar a qualidade dos nossos produtos, ver como outros sítios evoluíram e seguir esses mesmos caminhos.

Cortesia: Diário Insular

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